Disquesia, Cólicas e Gases

Osteopatia Pediátrica em Palmas


O que é?

A disquesia do lactente é uma condição funcional comum nos primeiros meses de vida, caracterizada por esforço, choro e vermelhidão no rosto antes de o bebê conseguir evacuar. Apesar de a situação poder preocupar os pais, as fezes costumam ter consistência macia ou pastosa, o que diferencia a disquesia da constipação.


Como especialista em Osteopatia Pediátrica, realizo uma avaliação cuidadosa do bebê para compreender suas queixas, rotina, movimentos, conforto abdominal e possíveis sinais que indiquem a necessidade de investigação médica complementar.


Na maioria dos casos, a disquesia acontece porque o bebê ainda está aprendendo a coordenar o aumento da pressão abdominal com o relaxamento do esfíncter anal. Esse processo faz parte do amadurecimento do organismo e tende a melhorar espontaneamente com o tempo.


Os sinais mais comuns incluem:

  • Choro e esforço antes de evacuar;
  • Rosto avermelhado durante as tentativas;
  • Contração do abdômen;
  • Movimentos intensos das pernas;
  • Evacuação após alguns minutos de esforço;
  • Fezes macias, pastosas ou de aspecto habitual para a idade.



Indicações

A disquesia do lactente pode ser confundida com prisão de ventre, principalmente porque o bebê parece fazer muita força e demonstrar desconforto antes de evacuar. No entanto, na disquesia, o bebê elimina fezes macias e não apresenta outros sinais de doença.


O quadro ocorre porque a coordenação necessária para evacuar ainda está em desenvolvimento. Para eliminar as fezes, o bebê precisa aumentar a pressão dentro do abdômen e, ao mesmo tempo, relaxar a musculatura responsável pela saída das fezes. Nos primeiros meses, essa combinação ainda pode não acontecer de forma eficiente.


Embora seja uma condição benigna e autolimitada, alguns sinais merecem avaliação pediátrica, especialmente quando associados a:

  • Fezes endurecidas ou em pequenas bolinhas;
  • Sangue nas fezes;
  • Vômitos persistentes ou esverdeados;
  • Barriga muito distendida;
  • Recusa alimentar;
  • Febre;
  • Dificuldade para ganhar peso;
  • Choro inconsolável ou piora progressiva do desconforto.


A disquesia não costuma exigir laxantes, supositórios ou estímulos retais frequentes, pois essas práticas podem interferir no processo natural de aprendizado da evacuação.

Resultados e Benefícios

O cuidado com bebês que apresentam disquesia, cólicas ou gases deve começar pela avaliação individual da rotina, da alimentação, do padrão de evacuação e dos sinais apresentados pela criança. Nem todo desconforto abdominal tem a mesma causa, e observar o contexto é essencial para orientar a família com segurança.


Durante o acompanhamento osteopático, meu objetivo é oferecer um ambiente acolhedor, observar possíveis tensões corporais e orientar os pais sobre estratégias de conforto que podem ser incorporadas à rotina do bebê. Essas medidas não substituem a avaliação pediátrica nem devem ser apresentadas como tratamento específico para a disquesia, que geralmente melhora conforme o bebê amadurece.


Entre os cuidados que podem ajudar na rotina estão:

  • Respeitar o tempo natural do bebê para evacuar;
  • Evitar estímulos retais frequentes;
  • Observar a consistência das fezes, e não apenas o esforço;
  • Manter acompanhamento com o pediatra;
  • Conversar sobre posições de colo e momentos de conforto;
  • Avaliar possíveis dificuldades relacionadas à alimentação ou ao ganho de peso, quando presentes.


A orientação adequada ajuda os pais a entenderem que, embora o choro e o esforço possam ser angustiantes, a disquesia tende a ser temporária quando o bebê está saudável e elimina fezes macias.

Como é o atendimento?

Durante a consulta, realizo uma avaliação cuidadosa e respeitosa, considerando o comportamento do bebê, seu padrão de evacuação, episódios de gases ou cólicas e possíveis fatores que possam estar aumentando seu desconforto.


As abordagens manuais, quando utilizadas, são sempre suaves e adaptadas à idade e à tolerância da criança. O foco é proporcionar conforto, observar tensões corporais e ajudar os pais a compreenderem melhor os sinais apresentados pelo bebê, sem substituir a investigação pediátrica quando ela for necessária.


A consulta também é um momento importante para orientar a família sobre:

  • Diferenças entre disquesia e constipação;
  • Sinais de alerta que exigem avaliação médica;
  • Cuidados com estímulos retais e medicamentos sem orientação;
  • Estratégias de acolhimento durante episódios de choro e esforço;
  • Importância do acompanhamento pediátrico ao longo do desenvolvimento.


Meu objetivo é que os pais saiam da consulta mais seguros para observar o bebê, compreender o que pode fazer parte do amadurecimento digestivo e reconhecer quando é necessário buscar uma avaliação médica.

Ohara Rezende Ramos

Osteopatia Pediátrica | CREFITO: 134498 F


Olá! Sou Ohara Rezende Ramos, fisioterapeuta formada pela Universidade de Araraquara/SP, com especialização em Osteopatia pelo IDOT. Minha jornada na fisioterapia começou aos 12 anos, quando tive meu primeiro contato com a profissão ao visitar minha tia na APAE. Desde então, descobri minha verdadeira vocação e dedico minha vida a tratar com empatia e entrega as famílias e pacientes que atendo.


Com 19 anos de formação e mais de 10 anos de experiência em Osteopatia, sou pioneira em Osteopatia Pediátrica em Palmas/TO. Ao longo da minha carreira, já atendi mais de 4.000 bebês, focando em tratamentos como órteses cranianas e assimetrias cranianas, sempre utilizando tecnologia de escaneamento 3D.


Meu compromisso é oferecer um atendimento humanizado e de qualidade, sempre buscando a melhor abordagem para cada paciente. Estou aqui para ajudar você e sua família a alcançarem uma saúde plena e equilibrada.