Órtese Craniana

Osteopatia Pediátrica em Palmas


O que é?

A órtese craniana é um dispositivo personalizado, desenvolvido para acompanhar o crescimento da cabeça do bebê e auxiliar na correção de assimetrias cranianas posicionais, como achatamentos mais acentuados em uma região do crânio.


Eu sou Ohara Rezende Ramos, especialista em Osteopatia Pediátrica, e realizo uma avaliação individualizada para compreender o formato da cabeça, a idade do bebê, a mobilidade cervical, possíveis hábitos posturais e a evolução da assimetria ao longo do tempo.


Nem todo bebê com achatamento craniano precisa utilizar órtese. Em muitos casos, orientações de posicionamento, estímulos adequados e acompanhamento da mobilidade do pescoço podem ser suficientes. A órtese pode ser considerada quando a assimetria é mais evidente, persiste apesar das medidas iniciais ou apresenta impacto importante no formato craniano.


O objetivo é acompanhar o crescimento de forma segura e orientar a família sobre a conduta mais adequada para cada criança.


Indicações

As alterações no formato da cabeça do bebê podem ter causas e características diferentes. Por isso, a avaliação cuidadosa é essencial antes de definir qualquer tratamento.


Entre as alterações mais observadas estão:

  • Plagiocefalia posicional: achatamento predominante em um dos lados da parte posterior da cabeça;
  • Braquicefalia posicional: achatamento mais centralizado na região posterior do crânio, deixando a cabeça aparentemente mais larga;
  • Assimetrias frontais ou faciais: diferenças sutis na projeção da testa, no posicionamento das orelhas ou no contorno do rosto.


Já a escafocefalia, caracterizada por uma cabeça mais longa e estreita, exige avaliação médica especializada, pois pode estar relacionada ao fechamento precoce de suturas cranianas, condição conhecida como craniossinostose. Nesses casos, a investigação e a conduta devem ser definidas por equipe médica habilitada.


Nas assimetrias posicionais, a abordagem pode incluir:

  • Ajustes de posicionamento na rotina;
  • Estímulos para alternar a direção do olhar;
  • Avaliação de torcicolo ou limitação cervical;
  • Acompanhamento da evolução do formato craniano;
  • Discussão sobre órtese craniana quando houver indicação.


A decisão não deve ser baseada apenas na aparência da cabeça, mas em uma análise completa da evolução e das necessidades do bebê.

Resultados e Benefícios

A órtese craniana atua guiando o crescimento natural do crânio em regiões que apresentam achatamento, enquanto respeita as áreas com maior projeção. Ela não comprime a cabeça do bebê nem interrompe seu crescimento: o dispositivo é ajustado para acompanhar as mudanças que ocorrem ao longo do tratamento.


Quando indicada no momento adequado, a órtese pode contribuir para uma melhora mais rápida e objetiva do contorno craniano em bebês com assimetrias posicionais moderadas ou severas. Ainda assim, seu uso deve sempre ser avaliado de forma individualizada.


Entre os fatores considerados nessa decisão estão:

  • Idade do bebê;
  • Grau de assimetria identificado;
  • Evolução após orientações conservadoras;
  • Presença de torcicolo ou preferência postural;
  • Potencial de crescimento craniano naquele período;
  • Adaptação da família à rotina de uso e aos retornos de acompanhamento.


É importante reforçar que a órtese não é necessária em todos os casos e não deve ser apresentada como forma de prevenir problemas como otites, alterações visuais ou mudanças na mordida. O foco do tratamento é a correção da assimetria craniana posicional, quando existe indicação clínica para isso.

Como é o atendimento?

Após o escaneamento 3D e a avaliação clínica, posso analisar de forma mais objetiva o grau da assimetria craniana e discutir com os pais se a órtese é uma alternativa indicada para aquele momento.

Quando há recomendação de uso, o escaneamento gera um arquivo digital que pode ser utilizado na confecção de uma órtese craniana individualizada. O capacete é produzido sob medida para o formato da cabeça do bebê, podendo envolver tecnologias como modelagem e impressão 3D, conforme o processo adotado pela empresa responsável pela fabricação.


A órtese precisa de acompanhamento periódico, pois a cabeça do bebê cresce rapidamente nessa fase. Durante os retornos, são avaliados:

  • Adaptação do bebê ao dispositivo;
  • Ajuste adequado da órtese;
  • Condições da pele e conforto;
  • Evolução das medidas cranianas;
  • Necessidade de ajustes ao longo do crescimento.


Durante todo o processo, explico aos pais como funciona o tratamento, quais cuidados devem fazer parte da rotina e quais resultados são realisticamente esperados. O acompanhamento busca oferecer segurança, clareza e uma conduta adequada às necessidades de cada bebê.

Ohara Rezende Ramos

Osteopatia Pediátrica | CREFITO: 134498 F


Olá! Sou Ohara Rezende Ramos, fisioterapeuta formada pela Universidade de Araraquara/SP, com especialização em Osteopatia pelo IDOT. Minha jornada na fisioterapia começou aos 12 anos, quando tive meu primeiro contato com a profissão ao visitar minha tia na APAE. Desde então, descobri minha verdadeira vocação e dedico minha vida a tratar com empatia e entrega as famílias e pacientes que atendo.


Com 19 anos de formação e mais de 10 anos de experiência em Osteopatia, sou pioneira em Osteopatia Pediátrica em Palmas/TO. Ao longo da minha carreira, já atendi mais de 4.000 bebês, focando em tratamentos como órteses cranianas e assimetrias cranianas, sempre utilizando tecnologia de escaneamento 3D.


Meu compromisso é oferecer um atendimento humanizado e de qualidade, sempre buscando a melhor abordagem para cada paciente. Estou aqui para ajudar você e sua família a alcançarem uma saúde plena e equilibrada.